Só a pegação nos une!!!

1 Julho 2008 · 1 Comentário


Antes de freqüentar baladas gays, a idéia de existirem banheiros mistos, para mim, era o auge da transgressão sexual. As diferenças haviam sido superadas, os pudores haviam sido deixados de lado, e a democracia havia se instaurado naquele local tão peculiar da boate. Não tinha preocupação nenhuma em ter que usar o mictório na frente de uma amapô, ou, quem sabe, ao lado de uma trava. Ficava imaginando as benesses que aquilo poderia oferecer. Dentro da cabine, você poderia fazer o que quisesse, com quem quisesse, quando quisesse.

Depois fiquei surpreso com a existência dos famosos e macabros dark rooms. Ficava encucado com aquele local. Tinha curiosidade de saber quem era que costumava freqüentar o ambiente, o que acontecia realmente no escuro, qual era a decô do lugar, com que cara você deveria sair de lá. Nunca tive coragem de entrar sozinho. Cheguei a conhecer alguns deles acompanhado do namorado, mais para matar a curiosidade do que para atender ou fazer um menàge sem compromisso. Na real, vi (com dificuldade) tudo aquilo que eu já imaginava.

Descobri, também, que as saunas gays eram alternativas a falta de pegação da noite underground paulistana. Na primeira vez, fui acompanhado, e vi que esse tinha sido meu maior erro. A aqüendação rolava solta: duas, três, quatro pessoas ao mesmo tempo. Na neblina da sauna a vapor, dentro da hidromassagem, nos quartos privativos que abrigavam mais gente do que eram capazes. Era a suruba posta em prática sem pudor, vergonha nem carão.

Outro ponto forte do babado é o já clássico bate-papo UOL. Pode parecer demodê, anos 90 etc etc etc, mas quando a carência bate, é só escolher um nick bem direto e esperar um papo via webcam pelo msn. Meio mais efetivo para conseguir o bofe ideal não existe. Não dá para descartar, também, as bads que esse veículo pode proporcionar. O cara pode ser mais feio do que você imaginava, ser um sadomasoquista recalcado, ter a neca pequena etc etc etc. Quem já apelou para esse meio sabe os inconvenientes de tal praticidade.

Por fim, às vezes acho que a única diferença entre um heterossexual e um homossexual seja o grau de sexualidade alcançada por este. Mas se pararmos para pensar, saunas da rua Augusta, puteiros, cabras e galinhas da fazenda do interior já existem há séculos. E não é uma característica típica dos gays sexualizar e erotizar tudo, vide É o Tchan!, Calcinha Preta, Bonde das Ordinárias e outras bandas que você ouve em qualquer lar brasileiro. Parafraseando Oswald, só a pegação nos une.

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1 resposta so far ↓

  • Monique // 18 Julho 2008 às 9:01 pm

    gato, o seu único comentário no amputada tinha sido reportado por spam e eu só vi depois de mil anos!

    o que me levou, também, a conhecer essa sua obra-prima blogal só agora.

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