
FOLHA DE S. PAULO, 26/06/08
Evangélicos protestam contra lei anti-homofobia no Senado
Projeto aprovado na Câmara tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado
Para os evangélicos, proposta impede a liberdade de expressão; se aprovado, eles não poderão condenar em cultos o ato homossexual
Um grupo formado por cerca de mil evangélicos tentou invadir ontem o Senado para protestar contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia (rejeição ou aversão a homossexual e à homossexualidade). Houve empurra-empurra e discussões com os seguranças na entrada principal da Casa.
O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e, no momento, tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. A senadora Fátima Cleide (PT-RO) foi nomeada relatora. Ela já se declarou a favor da proposta. Ontem, no momento em que os evangélicos tentaram entrar no Senado, ela discursava da tribuna da Casa.
“Nosso maior desafio é reconhecer que somos uma sociedade plural, diversa. E, como tal, devemos cumprir nosso dever constitucional de criar mecanismos para combater qualquer forma de discriminação”, disse a senadora petista.
De acordo com o texto do projeto, poderá haver pena de reclusão de dois a cinco anos para quem discriminar homossexuais. Para os evangélicos, o projeto impede a liberdade de expressão. Se aprovado, eles não poderão condenar em cultos o ato homossexual. Haverá punições também para quem demitir funcionários por causa da sua opção sexual.
“Se um funcionário for dispensado de uma empresa, pode alegar homofobia e o dono da empresa vai ser preso por crime hediondo. Queremos um projeto para proteger todas as minorias”, disse o deputado Bispo Rodovalho (DEM-DF), da Igreja Sara Nossa Terra.
Deputados e senadores da frente parlamentar de defesa da família -integrada também por deputados católicos- ajudaram parte do grupo de manifestantes a entrar na presidência do Senado, onde foram recebidos por Magno Malta (PR-ES), que é evangélico.
“Trata-se aqui de a pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja. Se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola”, disse Fadi Faraj, do Ministério da Fé, após a reunião.
Pastores de diferentes igrejas evangélicas também visitaram gabinetes de senadores. Membro da Assembléia de Deus, o pastor Silas Malafaia visitou o gabinete de Alvaro Dias (PSDB-PR). Ele fez questão de gravar a entrega do manifesto contra o projeto ao congressista paranaense.
3 respostas Até agora ↓
Rodrigo Cury // 16 Julho 2008 às 2:06 pm
Acho o argumento dos evangélicos correto!
Eu não posso ser considerado criminoso por não aceitar a homossexualidade como algo normal!!!
certíssimo!!!
No dia que essa lei maluca passar… eu saio do Brasil! esse país já é um lixo… imagina agora com essa loucura de criminalizar a homofobia!
ou eu saio do Brasil.. ou eu não tenho mais filhos!!
té logo!
DOMITILA BELEM // 16 Novembro 2008 às 11:30 pm
Mistérios de Deus cumpridos…
Obrigada,Senhor, por ter manadado o teu ungido ao gabinete do Botinho.
Letícia // 4 Dezembro 2008 às 1:01 am
E não é crime inferir na vida alheia, vida é como bunda, cada um com a sua, por um acaso o vizinh comer alface incomoda? e se ele comer um outro homem, vai incomodar por que?? tenho medo de homofóbico, medo e nojo. O fato de eu ser hétero não pode me fazer cega.