455 anos de caça

22 Janeiro 2009 · Deixe um comentário

Bandeirante: E aiiiii?!

Catequista: Fala.

Bandeirante: Qual é o piti, polaca?

Catequista: Desaqüenda, bicha, que o ponto já tem dona.

Bandeirante: Ihhh, bicha pitizêra. Não tô a fim de fazer a cafetina não, quirida.

Catequista: Ah, mulata, você é muito da atrevida. Chega no babado já montando banca. Qualé?

Bandeirante: Mulata de cú é rola. Cuida dos seus caboclos que eu só tô aqui pra caçar.

Catequista: Caçar aqui, só pagando, bee.

Bandeirante: E alguém aqui falou que eu não posso, viado. Isso é racismo. Tu vai com os alibã pro xilindró, marica.

Catequista: Vaza antes que eu te corto todinha, sua travesti de terreiro.

Bandeirante: Ah, punita. Só por que a senhora pegou a última passagem daquele muquifo de navio saindo de Portugal, acha que é fina. Volta pro seu murruga que ele ta esperando na padoca.

Catequista: Sai daqui, porra. Sai que tu tá espantando os cliente.

Bandeirante: Pode ficar com seus michêzinho depilado aí, horrorosa. Daqui a pouco tá chegando um navio só com uns negão cafuçu, que vão deixar suas indiazinhas no chinelo.

Catequista: Sai, viado. Ebó pra mim não pega. Sô da legião de Maria. Sai num giro senão não vai sobrar um fio desse seu modelo de brechó.

Bandeirante: Quirida. Aqui nessa terra, só tem espaço pra uma. Pode escrever na sua agenda. São Paulo ainda vai me fazer mulher, com direito a estátua e tudo. Fica aí na Vieira de Carvalho que eu tô indo pro Trianon, que é babado. Bjo e não me liga!

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Conhece-te a ti mesmo?

19 Janeiro 2009 · Deixe um comentário

esfingeUltimamente tenho vivido intensamente esse processo de busca por autoconhecimento. Religiões, filosofias, ritos, rituais, artes, fármacos, e o que mais me instigar tem sido consumido pelo meu corpo e minha mente, num processo de resolução daquelas questões triviais do dia-a-dia: “quem sou eu?”, “para onde vou?”, “qual a minha função aqui?”.

O interessante de tudo isso, por mais que não resolvam de modo imediato minhas inquietações e angústias, é que no meio dessas buscas acabo cruzando com pessoas tão diferentes de mim e também tão parecidas comigo que, ocasionalmente, elas se tornam espelhos da minha alma.

Cada vez eu descubro, por meio do outro, uma particularidade minha. Uma forma de enxergar o mundo, um jeito especial de falar com as pessoas, uma maneira de cuidar dos laços humanos. Há quem diga que é extremamente necessário eu ter cuidado para que essas pessoas não me levem toda a energia. Acredito nisso. Tem pessoas que me fazem cruzar a rua para que eu não me sinta mal depois de um simples “oi, tudo bem?”.

Da mesma forma, há pessoas totalmente distintas de mim, que, quando tento me aproximar, surgem barreiras naturais em nossas relações, como se fosse um muro de concreto, que impede um contato real e próximo. As visões de mundo, a forma de lidar com os próprios sentimentos, a maneira de lidar com o outro são tão diferentes, que prefiro me preservar.

Outras vezes, acabo descobrindo que não estou sozinho aqui. A loucura que eu vivo não é assim tão exclusiva. Chega a me confortar a idéia de que existem muitas pessoas por aí pensando as mesmas besteiras que eu. Independentemente da forma como eu me visto, do saldo a minha conta bancária, ou da educação que recebi dos meus pais, há desejos, ambições e sonhos que são adquiridos naturalmente na vida.

Digo que hoje sou viciado em pessoas. Às vezes a dose não é das melhores. Você experimenta, sente o gosto amargo e vê que seu paladar é para aquilo. É possível que a dose se repita, mas você já sabe quais serão os efeitos colaterais, então é melhor evitar. Outras pessoas deixam um gosto adocicado na memória, que permanece, que dura, fica, mas que vai se diluindo ao longo do tempo, até que você já nem se lembra mais do que você sente falta.

Acho que no fim, não nos lembraremos mais de gosto algum; mas o que fica são as experiências, os contatos e as degustações de palavras, olhares, suores. Bom apetite!

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Quem é mesmo o animal?

10 Setembro 2008 · 2 Comentários

 

 

“Qualquer pai, por pior que seja, não pode sonhar em ver um filho montado por outro. Ele não é um animal. Os homens foram feitos para ter relação sexual de frente”, Jorge Linhares, presidente do Conselho de Pastores e Ministros Evangélicos de Minas.

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Sobre cigarros…

29 Agosto 2008 · 1 Comentário

Cigarettes

Às vezes sinto uma vontade enorme de sentar num banco de praça, tirar os óculos, acender um cigarro, e ter cinco minutos de paz, focados somente nessa fumaça. A concentração na respiração é quase que um mantra de meditação budista. Inspiro rapidamente uma tragada, e exalo o fruto da combustão calmamente, fazendo com que a fumaça ganhe formas e imagens na minha frente.

Hoje, dia em que se “comemora” o dia de combate ao fumo, somos metralhados por informações terríveis de desgraças, tragédias e do horror que o cigarro pode acometer. A propaganda do produto já foi banida da televisão. Lembro como era gostosa aquela chamada do Free Jazz Festival, que tinha um solo de sax tipo “fón-ro-ro-ro-ro-rónnn, fo-ro-ro-ró-fo-ro-ro-ro-rónnn”. Acho que fui facilmente comprado por essas campanhas. Muitas vezes relacionei o tabaco ao glamour.

Quando era pequeno, sempre tive problemas de bronquite. Crises agudas no meio da madruga que só melhoravam lá pelas 4 da manhã, abraçado com o cilindro verde de oxigênio. Tinha que tomar uns remédios que me deixavam todo tremendo, até um dia que tomei uma injeção enorme de cortisona e nunca mais tive problemas de respiração. Pedia ao meu pai que parasse de fumar. Não podia com aquele fumacê todo em casa. Ele parou e foi feliz assim. Eu também.

Meu avô fumava desde os 7 anos de idade. Eu sei que as gerações mais antigas não tinham aquela parte da vida chamada “infância”, mas mesmo assim, é um tanto chocante. Até hoje, quando vejo uma criança menor de 14 anos com um cigarro aceso entre os dedos, fico assustado, e penso que ela deve estar completamente perdida. Uma pessoa com essa idade não deveria estar buscando nos componentes químicos algum efeito para anestesiar as angústias do ser.

O que não se discute atualmente, muito menos em dias como hoje, quando é elegante defender o não-tabagismo, é justamente o spleen, o mal social do tempos modernos. Para mim, a única razão para acender um cigarro é a procura por um sentimento de tranqüilidade, que cessem qualquer tipo de mal-estar momentâneo. Às vezes é o medo de estar sozinho em determinada região da metrópole. Às vezes é o medo de estar sozinho no universo. Às vezes é só o medo de viver. Viver me faz apagar bitucas.

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Só a pegação nos une!!!

1 Julho 2008 · 1 Comentário


Antes de freqüentar baladas gays, a idéia de existirem banheiros mistos, para mim, era o auge da transgressão sexual. As diferenças haviam sido superadas, os pudores haviam sido deixados de lado, e a democracia havia se instaurado naquele local tão peculiar da boate. Não tinha preocupação nenhuma em ter que usar o mictório na frente de uma amapô, ou, quem sabe, ao lado de uma trava. Ficava imaginando as benesses que aquilo poderia oferecer. Dentro da cabine, você poderia fazer o que quisesse, com quem quisesse, quando quisesse.

Depois fiquei surpreso com a existência dos famosos e macabros dark rooms. Ficava encucado com aquele local. Tinha curiosidade de saber quem era que costumava freqüentar o ambiente, o que acontecia realmente no escuro, qual era a decô do lugar, com que cara você deveria sair de lá. Nunca tive coragem de entrar sozinho. Cheguei a conhecer alguns deles acompanhado do namorado, mais para matar a curiosidade do que para atender ou fazer um menàge sem compromisso. Na real, vi (com dificuldade) tudo aquilo que eu já imaginava.

Descobri, também, que as saunas gays eram alternativas a falta de pegação da noite underground paulistana. Na primeira vez, fui acompanhado, e vi que esse tinha sido meu maior erro. A aqüendação rolava solta: duas, três, quatro pessoas ao mesmo tempo. Na neblina da sauna a vapor, dentro da hidromassagem, nos quartos privativos que abrigavam mais gente do que eram capazes. Era a suruba posta em prática sem pudor, vergonha nem carão.

Outro ponto forte do babado é o já clássico bate-papo UOL. Pode parecer demodê, anos 90 etc etc etc, mas quando a carência bate, é só escolher um nick bem direto e esperar um papo via webcam pelo msn. Meio mais efetivo para conseguir o bofe ideal não existe. Não dá para descartar, também, as bads que esse veículo pode proporcionar. O cara pode ser mais feio do que você imaginava, ser um sadomasoquista recalcado, ter a neca pequena etc etc etc. Quem já apelou para esse meio sabe os inconvenientes de tal praticidade.

Por fim, às vezes acho que a única diferença entre um heterossexual e um homossexual seja o grau de sexualidade alcançada por este. Mas se pararmos para pensar, saunas da rua Augusta, puteiros, cabras e galinhas da fazenda do interior já existem há séculos. E não é uma característica típica dos gays sexualizar e erotizar tudo, vide É o Tchan!, Calcinha Preta, Bonde das Ordinárias e outras bandas que você ouve em qualquer lar brasileiro. Parafraseando Oswald, só a pegação nos une.

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“Na moda da nova Idade Média, na mídia da novidade média…”

26 Junho 2008 · 3 Comentários

Cis ou Cisters

FOLHA DE S. PAULO, 26/06/08

Evangélicos protestam contra lei anti-homofobia no Senado
Projeto aprovado na Câmara tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado

Para os evangélicos, proposta impede a liberdade de expressão; se aprovado, eles não poderão condenar em cultos o ato homossexual

Um grupo formado por cerca de mil evangélicos tentou invadir ontem o Senado para protestar contra o projeto de lei que criminaliza a homofobia (rejeição ou aversão a homossexual e à homossexualidade). Houve empurra-empurra e discussões com os seguranças na entrada principal da Casa.

O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e, no momento, tramita na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. A senadora Fátima Cleide (PT-RO) foi nomeada relatora. Ela já se declarou a favor da proposta. Ontem, no momento em que os evangélicos tentaram entrar no Senado, ela discursava da tribuna da Casa.

“Nosso maior desafio é reconhecer que somos uma sociedade plural, diversa. E, como tal, devemos cumprir nosso dever constitucional de criar mecanismos para combater qualquer forma de discriminação”, disse a senadora petista.

De acordo com o texto do projeto, poderá haver pena de reclusão de dois a cinco anos para quem discriminar homossexuais. Para os evangélicos, o projeto impede a liberdade de expressão. Se aprovado, eles não poderão condenar em cultos o ato homossexual. Haverá punições também para quem demitir funcionários por causa da sua opção sexual.

“Se um funcionário for dispensado de uma empresa, pode alegar homofobia e o dono da empresa vai ser preso por crime hediondo. Queremos um projeto para proteger todas as minorias”, disse o deputado Bispo Rodovalho (DEM-DF), da Igreja Sara Nossa Terra.

Deputados e senadores da frente parlamentar de defesa da família -integrada também por deputados católicos- ajudaram parte do grupo de manifestantes a entrar na presidência do Senado, onde foram recebidos por Magno Malta (PR-ES), que é evangélico.

“Trata-se aqui de a pessoa ter liberdade de ser o que gostaria de ser. Se ela quer ser homossexual, que seja. Se quer se juntar com alguém, que se junte. Mas eu não preciso aceitar isso. Eu tenho minha opinião e não gostaria de ver meu filho recebendo educação que considero inadequada dentro de uma escola”, disse Fadi Faraj, do Ministério da Fé, após a reunião.

Pastores de diferentes igrejas evangélicas também visitaram gabinetes de senadores. Membro da Assembléia de Deus, o pastor Silas Malafaia visitou o gabinete de Alvaro Dias (PSDB-PR). Ele fez questão de gravar a entrega do manifesto contra o projeto ao congressista paranaense.

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Cinema, coquetel e prevenção

11 Abril 2008 · Deixe um comentário

Não é de agora que o cinema retrata em suas películas a doença que foi rotulada inicialmente como o “câncer gay”. É de 1985, ano em que este blogueiro nasceu, a primeira experiência da sétima arte nos meandros da nova doença que assolava a década perdida.

O filme é An Early Frost, em português Aconteceu Comigo, dirigido pelo norte-americano John Erman. No drama, um advogado decide revelar aos pais sua homossexualidade e também que é portador do vírus HIV. O filme foi um choque na época, estreando na canal aberto NBC uma semana depois da morte do astro Rock Hudson, homossexual e soropositivo.

 

E é nessa linha de retratar a realidade nua e crua que muitos diretores desenvolveram o tema da Aids em produções que ainda permanecem atuais, como Philadelphia, de 1993. Como parte do programa de prevenção da doença e de conscientização do público, a organização não-governamental Grupo Pela Vidda/SP realiza a 4ª edição do Cinema Mostra Aids (programação aqui), em cartaz no Espaço Unibanco de Cinema, na capital paulista, de 10 a 17 de abril.

 

Longas, curtas, documentários, animações e campanhas publicitárias fazem parte da seleção, que pode ser vista pelo valor de R$5 a sessão. O brasileiro Três Irmãos de Sangue, de 2005, conta a história real de Betinho, Henfil e Chico Mário, geneticamente afetados pela hemofilia e que, por uma transfusão de sangue, contraíram o vírus HIV. Os três participaram ativamente da luta pelos direitos humanos e pela mudança cultural, político e social das últimas décadas do século passado no país.

 

Além deste, os destaque da edição ficam com Juntos Pela Vida, protagonizado pela pop star norte-americana Queen Latifah, Das Ovo, documentário alemão que retrata a história da drag queen Ovo Maltine, falecida em 2005, e Tudo Contra Léo, do francês Christophe Honoré, que dirigiu recentemente Em Paris e Canções de Amor.

 

Sem fugir do cinemão, ilustra meu post o belo cartaz da nova campanha do Ministério da Saúde, que focará seus trabalhos principalmente entre o público masculino. Uma alusão à inebriante atmosfera de luxúria trazida pelo “oscarizado” Beleza Americana.

 

Rubber Lover 

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Vestydo de Noyva

11 Fevereiro 2008 · Deixe um comentário


Quem diria que um dia a casa de Paulo Setubal viria vivenciar uma escrachada trama rodriguiana?

É o que está acontecendo agora, para infelicidade ou felicidade de sua linhagem. A Cia. de Teatro Os Satyros está em cartaz, no Itaú Cultural, com a peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues. O clássico do dramaturgo carioca ganhou feições contemporâneas e procurou se desvencilhar das características da cidade maravilhosa que estavam presentes constantemente no texto.

Dirigido por Rodolfo García Vázquez, o espetáculo conta a história de Alaíde, atropelada logo no início da trama, e que, daí em diante, assumirá três planos na narrativa: a memória, a realidade e a alucinação. Na versão de Os Satyros, o recurso triplo de Rodrigues dá espaço ao desvendar minucioso da cabeça da protagonista.

O esforço da protagonista em resgatar as lembranças se entrelaça com a alucinação da mistura de mortos e vivos em um mesmo plano. As revelações são apresentadas como descobertas de pistas de um caso policial.

A montagem tem a participação especial da atriz Norma Benguell, hoje com 77 anos, que exala vivacidade e elucideis na interpretação da cafetina Madame Clessi. Um lindo cenário cheio de panos brancos com uma iluminação capaz de transformar a capacidade sensorial da platéia, e a utilização de precisos recursos audiovisuais dão a essência da peça, que é arrepiadamente conduzida, do início ao fim, com uma seleta trilha sonora, dirigida pelo ator Ivam Cabral. com destaque para Radiohead, Björk e Anthony and The Johnson.

É conveniente que o espectador tenha um breve conhecimento da peça. Para isso, veja abaixo uma versão eletrônica do texto de Nelson Rodrigues, criado no cerne da boemia paulistana.

Seg. à Sex., 19h30; Sáb. e Dom., 19h30 e 21h30. Itaú Cultural, av. Paulista, 149, metrô Brigadeiro. Grátis.

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Pajubá, Exú e padê

30 Janeiro 2008 · Deixe um comentário

Tranca-rua

Como o Nagô, linguagem utilizada em rituais de umbanda e candomblé, originária do Iorubá da Benin, Nigéria e Togo, foi parar no vocabulário cotidiano das bees??? É do sul do Saara africano que veio o pajubá (ou bajubá, como preferirem), linguagem muito comum entre GLBTs de todo o país. Verbetes comuns de se ouvirem como “aqué”, “coió”, “edi”, “neca” e “picumã” já são familiares até para aquelas que teimam em não dar pinta. O que vale é que o vocabulário já ganhou até forma de dicionário, pelo jornalista e fashionista Vitor Ângelo, sendo constantemente atualizado.

Em comunidades do orkut relacionadas à homossexualidade, é comum ver alguns membros ostentando algum nome de orixá em seus nicks. Em tempos de BigBrother, o primeiro participante do programa a assumir sua homossexualidade, Jean Willis, também divulgava sua fé, fazendo mandinga, oração ou simplesmente usando uma camiseta de seu santo guerreiro.

Recentemente, o colunista da Folha Online Sérgio Ripardo publicou uma entrevista com o jornalista da Rede TV! Felipe Campos, aquele mesmo que dublava canções dramáticas com a cara pintada no programa “Qual é a música?” no SBT, na qual divulga seu casamento com o produtor de moda Rafael Cordeiro dentro dos rituais do candomblé.

Assim como era comum há alguns anos as bilus serem adeptas do yoga e budismo, hoje é cada vez mais normal ver gays aderindo à religião afro, já que a mesma não costuma discriminar seus membros segundo suas orientações sexuais. Pode ser desses terreiros que a pajubá tenha ganhado força entre travestis, drag queens, quá quás, monas, bofes, dykes, sandalinhas etc.

Só espero que o santo do performático Felipe Campos não seja Exú, senão ao invés de servir bem-casado no final da festa, é o padê que vai fazer as vezes. 

Padê para Exú

Ingredientes:
- 01 pacote de farinha de milho amarela
- 01 vidro de azeite de dendê
- 01 cebola grande
- 01 bife
- 03 charutos
- 01 caixas de fósforo
- 01 garrafa de aguardente
- 07 pimentas vermelhas
Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente.

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SP na buatchy

24 Dezembro 2007 · Deixe um comentário

Buatchy

Podemos considerar a noite de São Paulo já consolidada. Os motivos são a resistência de alguns clubes há cerca de 10 anos, caso de A Loca e Lov.e, e também pela diversidade de opções para se jogar. Para gays, então, parece que é o que predomina na cidade.

Você pode começar a noite em barzinhos novos ou já conceituados, como Bar da Dida, Bocage, Gourmet, Queen’s, ou então em restaurantes e bistrôs, como Ritz, L’Open, Spot, depois fazer um esquenta em algum boteco perto da balada, como Vitrine, Ibotirama, Flyer, bar da Loca, ou mesmo na praça Roosevelt, e se preparar pra buatchy.

Ai se a dúvida surgir, procure saber onde você pode terminar a noite. Pergunte pra alguém que more na cidade, e que seja da jogação, e saiba exatamente o que rola, que tipo de gente freqüenta e que som toca em determinada casa. No caso de dúvida, dê uma olha no site da balada, já que a maioria deles dispõe uma galeria de fotos, o que pode ser decisivo para sua escolha.

Se mesmo assim você não conseguir selecionar onde esbagaçar seu tênis novo, dê um close na porta da balada e preste atenção nas pessoas que você virá lá dentro. Caso a dúvida não tenha passado, volte pro boteco ou pro barzinho e espere o after hours começar.

Hell’s Club, Paradise, Insomnia, Saturday Morning são algumas opções para ouvir excelente música eletrônica durante as manhãs de sábado e domingo da cidade. Neste final de ano, há também as baladas de Natal e Ano Novo. Glória, Vegas, A Loca, The Week, D-Edge abrirão suas portas para oferecer abrigo aos abandonados na ceia natalina e no Reveillon. Então, se joga pintosa, e nos vemos na pista!

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